Resenha livro Café Tangerin - Emanuela Anechoum
Oi, pessoal! Quero compartilhar com vocês a minha experiência com Café Tangerinn, romance de estreia de Emanuela Anechoum. Esse romance me surpreendeu ao abordar temas tão profundos como imigração, identidade e o sentido de pertencimento, tudo isso com uma escrita que é ao mesmo tempo leve e marcante.
SINOPSE:
Uma história envolvente sobre família, identidade e pertencimento. Ideal para os fãs de A redoma de vidro e da Tetralogia Napolitana de Elena Ferrante. Mina tem trinta anos e vive em Londres. Quando deixou para trás sua família e a cidade natal na costa da Itália, ela acreditava que poderia ter a vida que sempre sonhou. No entanto, por trás das fotos perfeitas nas redes sociais, a verdade é que ela se sentia mais deslocada do que nunca. Quando recebe a notícia da morte de seu pai, Omar, Mina volta à pequena cidade italiana onde cresceu. Lá, ela reencontra o Café Tangerinn, o bar à beira-mar que o pai — um imigrante marroquino muçulmano — mantinha para sustentar a família e acolher outros imigrantes como eles. Ao conversar com os antigos clientes do bar, Mina descobre novas histórias sobre o pai e, a partir daí, começa a entender melhor suas raízes e, principalmente, a si mesma. Em uma narrativa ao mesmo tempo doce e mordaz, Café Tangerinn é um romance literário sobre os elos que unem uma família e a jornada de uma jovem em busca de seu lugar no mundo. A obra marca a notável estreia de Emanuela Anechoum, uma das vozes mais poderosas da nova literatura italiana.
MINHA OPNIÃO
A história acompanha Mina, uma mulher de trinta anos que, mesmo tendo raízes italianas e marroquinas, sempre se sentiu deslocada. Ela deixou a sua cidade natal, onde a família mantinha um aconchegante café que reunia imigrantes, e foi viver em Londres, onde adotou uma vida de aparências e solidão. No entanto, a morte do pai a obriga a retornar à sua terra, e é aí que a verdadeira jornada começa: encarar seu passado, seus conflitos internos e a busca por se encontrar de verdade.
O que mais me encantou foi ver como Mina precisa reunir os pedaços de sua própria história para entender quem ela realmente é. Através de encontros, memórias e até confrontos com as expectativas da família e da sociedade, ela se descobre de uma forma que é ao mesmo tempo dolorosa e libertadora. É incrível como a narrativa faz a gente refletir sobre as vezes em que tentamos nos reinventar, cortando nossas raízes, só para perceber que elas são essenciais para nosso crescimento.
Emanuela Anechoum consegue criar um ambiente que mistura o sabor da Itália com a complexidade dos sentimentos modernos, trazendo à tona questões que muitos de nós enfrentamos: a vontade de pertencer, o medo de ser julgado e a eterna busca por um lugar que possamos chamar de lar. A escrita é doce e me fez pensar muito sobre o que realmente significa se encontrar e se aceitar.
Se você curte uma leitura que desafia e emociona, Café Tangerinn é uma obra que vale muito a pena conhecer. Ela te convida a refletir sobre a importância das nossas raízes e sobre como, mesmo diante de tantas mudanças, o que nos define está na nossa história.
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