Resenha Doce Jogada - Lana Ferguson

by - agosto 29, 2025

 

Doce jogada



SINOPSE:

Delilah é uma confeiteira que realizou seu grande sonho de apresentar um programa de culinária, mas, quando a audiência começa a cair, ela precisa pensar em algo para se manter no ar. A ideia maluca de dividir o palco com uma estrela do esporte parece absurda ― até que ela descobre que o escolhido é Ian, sua antiga paixão e a última pessoa capaz de deixá-la sem palavras... ou sem ar.

O que começa como uma parceria forçada entre um bad boy do hóquei e a queridinha da confeitaria logo conquista o público com uma química tão doce quanto explosiva. E quando os assessores decidem apostar em um namoro de fachada para elevar ainda mais os números, a linha entre encenação e realidade começa a desaparecer, junto com qualquer resistência que ainda resta entre eles.

No melhor estilo Lana Ferguson, Doce Jogada é um romance sexy e totalmente viciante sobre recomeços improváveis e uma paixão que ferve mais do que forno de confeitaria, com direito a química de sobra, namoro fake e provocações irresistíveis diante das câmeras, Ian e Delilah provam que, às vezes, a receita para o sucesso (e para o amor) começa justamente quando tudo parece dar errado.



MINHA OPNIÃO

Se você gosta de romances que misturam humor, tensão e aquele toque de sensualidade irresistível, Doce Jogada, de Lana Ferguson, é leitura certa. A história acompanha Delilah, uma confeiteira apaixonada pelo que faz, que finalmente realiza seu sonho de ter um programa de culinária. Mas como nem tudo é perfeito na vida dos protagonistas, quando a audiência começa a cair, Delilah precisa bolar uma solução rápida e ousada: dividir o palco com uma estrela do esporte. E adivinhe? O escolhido é Ian, jogador de hóquei famoso, melhor amigo do irmão dela e sua antiga paixão de infância. Esse reencontro já dá o tom de diversão e tensão que acompanha o livro do início ao fim.

O que começa como uma parceria profissional forçada rapidamente se transforma em um turbilhão de provocações, cenas engraçadas e aquela química impossível de ignorar. A autora constrói muito bem a dinâmica entre Ian e Delilah, mostrando como duas pessoas aparentemente tão diferentes podem se completar de maneiras inesperadas. Eles protagonizam momentos de pura doçura, mas também de faíscas, especialmente quando os assessores decidem que um namoro de fachada poderia alavancar a audiência. A linha entre encenação e sentimento real fica borrada, e é exatamente aí que o leitor se vê torcendo desesperadamente para que o romance dê certo.

livro doce jogada


O livro se destaca por personagens que são, em essência, divertidos e carismáticos. Delilah é doce, decidida e autêntica, sem perder a leveza. Ian, por outro lado, é o típico bad boy do hóquei que esconde vulnerabilidade por trás do charme e da fama. O casal tem uma química que vai muito além do clichê de romance de mentirinha: cada interação deles revela pequenas nuances da personalidade de ambos, ainda que em alguns momentos o desenvolvimento individual pudesse ter sido mais explorado. Senti falta de mais detalhes sobre suas vidas separadas, hobbies ou pequenos hábitos que os tornassem mais tridimensionais. Ainda assim, a história consegue prender pela tensão e pelo carisma do casal principal.

Um ponto interessante é que Lana Ferguson evita o drama exagerado de separações típicas de romances do gênero. Os conflitos aparecem, mas são resolvidos de forma coerente dentro da narrativa, mantendo o ritmo leve e divertido. Jack, o irmão de Delilah, rouba cenas com seu humor espontâneo e energia quase caótica, e é impossível não querer um livro inteiro só para ele. A autora também tenta inserir algumas subtramas, como o orfanato e questões do passado de Ian, que em alguns momentos parecem promissoras, mas não são totalmente desenvolvidas, deixando pontas soltas que poderiam render mais profundidade à história.

Ainda assim, Doce Jogada acerta ao equilibrar leveza, romance e comédia. O livro tem cenas quentes, sim, mas sem transformar o romance em um manual de sexo; elas servem para intensificar a química e o vínculo emocional entre os personagens. A narrativa é fluida, envolvente e rápida, tornando a leitura agradável, mesmo que alguns trechos pareçam corridos ou superficiais. A autora consegue prender o leitor, principalmente por causa da relação de Ian e Delilah, que mistura provocação, atração e momentos doces, criando uma experiência de leitura viciante e prazerosa.

Para quem procura uma comédia romântica com pitadas de drama, Doce Jogada entrega diversão e coração aquecido. A combinação de confeitaria, hóquei, romance e humor funciona bem, oferecendo uma história leve e envolvente que dá vontade de devorar em poucas horas. Apesar de algumas falhas de profundidade e de desenvolvimento de subtramas, o livro se mantém como uma leitura deliciosa para quem gosta de romances contemporâneos com química intensa e personagens carismáticos.

Em resumo, Doce Jogada é perfeito para quem quer se divertir, rir e se apaixonar junto com os personagens. É um romance sexy e engraçado, com casal central que conquista pelo carisma e pelas interações espontâneas. Não é uma obra-prima da literatura romântica, mas cumpre brilhantemente seu objetivo: entreter e aquecer o coração. Se você procura uma leitura leve, com bons momentos de humor e romance, essa é uma aposta certeira.










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